61. Convulsoterapia: tratamento e nunca castigo 2
07/10/2019
Já foi pronunciado no Ministério da Saúde que ele não tem a função de ideologizar as discussões a respeito de muitas questões. Com o fechamento dos manicômios, pensou-se novamente na eletroconvulsoterapia, que pode ser utilizada em alguns quadros depressivos ou maníacos graves, mas jamais aplicada como castigo ou tortura. Só em casos refratários, quando não há alternativa, podemos considerar procedimentos discutíveis.
Na saúde mental, temos de ser muito cautelosos para uma abordagem antiga, que agora pode ser novamente utilizada. Não podemos, a priori, censurar nenhuma técnica para o tratamento de quem sofre e faz sofrer.
Sobre ideação suicida também podemos pensar em algo novo, porém em outro contexto. Já citamos a possibilidade de utilizar antidepressivo novo, mas também merecedor de todo cuidado. Já é bem sabido que a eletroconvulsoterapia pode ir criando perda de memória e, às vezes, até levar a uma parada cardiovascular. Esse tratamento, além de oneroso, pode criar consequências perigosas para a medicina. Os planos de saúde poderiam gastar menos com poucas sessões de eletroconvulsoterapia do que com psicoterapia por um período mais longo.
A eletroconvulsoterapia parece modificar os neurotransmissores, mas como isso ocorre é desconhecido até hoje pela ciência. Atualmente, a pessoa é medicada com anestesia geral, sendo sedada, por duração muito curta. Como se sabe, até isso pode originar uma parada cardíaca, o que costuma ser muito grave. Depois, recebe relaxantes musculares para que os músculos não sofram tanto o abalo dos movimentos convulsivos próprios da utilização dos eletrodos colocados na região das têmporas.
Após várias sessões, o método deixa de ser aplicado, independentemente da pessoa envolvida e das consequências que são observadas. Podem surgir náusea e vômitos, sintomas não graves, mas que afetam o indivíduo. A convulsão dura no máximo um minuto. Porém, mesmo assim. deve ser evitada.
Nas próximas três semanas, desejo narrar alguns aspectos religiosos importantes em “Hermenêutica - as palavras e a interpretação”.
QUEM?
Insignificante, disforme,
pedaço de nada.
Única, distante,
noite de pouca luz.
Braços gelados,
pernas frias, inflexíveis.
Pele e alma secas.
Deserto de certa imersão,
cumplicidade com o banal,
só comum sem sonho próprio.
Musa do julgamento impiedoso,
irrefletido, cruel.
Musa das acusações injustas,
articuladas em incerto momento.
Acusações enfáticas.
Justas a partir do medíocre.
Corpo caído e coerência também caída.
Plano e pleno deserto,
saliência caída.
(poesia de minha autoria)
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