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177. O capital: quem manda? (parte 1)

Já escrevi sobre o capitalismo em outros momentos. Acredito que é importante deixar tudo ainda mais claro, em minha visão de mundo, obviamente.

Os donos do capital em geral mandam. A maioria dos outros obedece, ou assim demonstra. Os ricos e a maior parcela dos pobres seguem esse caminho chamado de civilização.

Parece-me oportuno ter isso sempre em mente com o sentimento único, espécie de resumo histórico das conquistas humanas.

Vi pela TV o encontro, no palácio presidencial polonês, entre o presidente do Estados Unidos e o da Polônia. Na praça, existe uma estátua de um homem armado sobre um cavalo. Isso costuma - com as devidas diferenças estéticas - ser bem igual em quase todos os cantos do planeta. O monumento expressa a força letal do mandatário, que reina sobre os demais.

Conquista e morte refletem essa força oposta da igualdade entre os humanos, sempre influenciados pelas estruturas despóticas e autoritárias do poder. Os pobres, os obedientes, os escravos, os camponeses e os operários, sempre dispostos, submetidos à força dos mandantes e dos patrões. O capitalismo acentua a desigualdade no mundo de hoje.

No capitalismo, o dinheiro é logicamente muito valorizado. Existe até “orçamento secreto”, no qual a transparência tão enaltecida na modernidade precisa de limites evidentes. Esse é nossa chamada civilização. O dinheiro escondido pela esperteza e pela corrupção é importante e não pode merecer nenhum discurso. É a sujeira debaixo do tapete cínico da nova economia. O trabalho obedece a discurso contraditórios para encobrir o dinheiro, muitas vezes sujo e fora das ideias moralizantes. “Quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro” é uma máxima na sombra dessa civilização inóspita, precária e desonesta em que se vive.

É difícil observar que o Poder Executivo, na maioria das vezes, junta-se ao Congresso na busca negativa e ilegal do dinheiro. O STF procura defender a Constituição, mas alguns falham e usam argumentos bastante inteligentes para manter o que está aí.

Autocracias, ditaduras e democracias não conseguem, infelizmente, ser tão diferentes face a uma observação mais apropriada. As leis e as ilegalidades mesclam-se no cotidiano.

As religiões, com o Deus que vale a pena para cada candidato, influencia muito. Hoje, evangélicos, antes os católicos, determinam a ideologia do mandante. A crença mais profunda e mais verdadeira depende de votos. É triste um cenário no qual as crenças e a política caminham juntas. É difícil, como sempre, uma escolha livre de verdade.

DENTRO?

O melhor está em nós.
Nossa cabeça, nossa ideia.
Desejo, esperança.
Se cai ou se dança.
Lembrança, vencedor.
Respirar, sentir-se bem.
Critérios, sempre os
critérios sem cartórios, 
nosso bem.
Amarelo, verde, anil,
o mundo nosso cio.
O tempo passa.
Logo, quase tudo
senil - senescência e abandono,
quase tudo sem dono,
vagamente o cio…
o vazio. Uma cabeça confusa
aciona um corpo
em direção estranha.
No jogo só se ganha.
Direção pobre, nobre,
tamanha.
A cabeça confunde 
todo erotismo.
Chega perto do abismo.
Alto, bem alto,
o confuso cinismo
cria terremoto, sísmico.
Nem a escala Richter 
dá conta do abraço.
Dá conta de tanto
movimento.
Eu lento, nem sei 
o que procuro.
No clarão, no escuro,
busco algo.
Que nem sei.
Amei ter tudo,
no arquitetônico 
estudo, que nem sei.
Tropecei em mim,
eu rei, não sei,
assim caminho.
Entristecido jardim.
Apocalipse no fim.
Balanço cênico
em mim.
Digo não e não,
querendo dizer sim?
Forte o cheiro 
do Jasmim.

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