top of page

161. A polícia e a ordem

A polícia como se encontra atualmente, como estrutura de poder perverso, não pode existir mais. Seu objetivo primordial é a manutenção da ordem, utilizando-se desde as gentilezas e ternuras, até instrumentos dos mais letais. A instituição parece cuidar das aparências: um capitalismo visível como mais bondoso e vale a pena para toda a civilização caminhar nessa direção.

Melhorada, aparelha-se com técnicas mais civilizadas, mas, hoje, não dá conta da enorme desigualdade social existente em todos os lugares. O poder de quem manda, conforme observamos em várias narrativas, permite a imposição de ordem perante indivíduos e até grupos que, de algum modo, desafiam o sistema policial para a prática de crimes em uma sociedade mundial, quase sempre injusta.

Racismo, desigualdade, miséria e afrontamento. Tudo isso pode provocar essa polícia, cada vez menos ética, por acompanhar as transformações da civilização, cada vez mais complexa, do mesmo jeito.
A origem da polícia articula-se com o racismo, com a escravidão e com o controle das fábricas. No colonialismo, do século XVIII ao XIX, as relações econômicas foram protegidas no âmago do neoliberalismo. Assim é até hoje.

Conter os problemas sempre foi mais fácil, em vez de se modificarem as causas dos enormes lapsos sociais existentes. A miséria, ou seja, a desigualdade, junta-se com os traficantes e irresponsáveis e origina, organiza e alimenta uma polícia violenta e despreparada. As regras da sociedade são incoerentes e plenas de contradições óbvias. Torturas e assassinatos são comuns, inclusive em democracias consideradas avançadas, como os Estados Unidos e a Europa.

Para facilitar ações, o policiamento não incentiva qualquer simpatia entre os vizinhos. A garantia de segurança pública é bem mais importante do que a amizade.

Justiça criminal e policiamento foram e continuam sendo desejados para atuar no establishment. Controle, aprendizado e treinamento foram desenvolvidos com o propósito de profissionalização. As convenções sociais deveriam terminar e o controle dos mandantes persiste.

Provas forenses e ideológicas não seriam aceitas com facilidade. Justiça Criminal precisaria cuidar da origem do crime até o desenvolvimento profissional. Erros surgiram e ocorrem até hoje. Os movimentos sociais, com o tempo e a história, vão, aos poucos, aceitando as coisas equivocadas e tornando as leis cada vez mais absurdas.

As questões ambientais, as injustiças, os sem teto e as mulheres criariam um novo socialismo. A lei e a ordem vão perder força em nome de uma nova transformação social e política. Os conservadores vão perder junto com as forças de direita: a militarização também enfraquecerá. Assim esperamos.
Nos países mais desenvolvidos, a força será minimizada e menos invasiva. Menos desigualdade e um mundo mais justo. Menos letalidade policial e mais inclusão para salvar vidas e a própria humanidade.
Os problemas e os desafios são enormes e complexos para o ser humano. A esperança e as possibilidade de uma estruturação diferente para todos só podem auxiliar uma nova civilização. Um mundo mais justo, equânime, bem transparente e visível.

CAMINHO

Tresvariando em vida
como sonho.
Em quase nada
me disponho.
Enfadonho
Jogo de palavras
Enfadonho
não digo nada.
Nem sei onde
o mundo, imundo
começa ou acaba.
Muita coisa da vida
acaba.


Carlos Roberto Aricó

© 2023 por Nome do Site. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook
  • YouTube
  • Instagram
fim%20do%20vi%CC%81deo%20(3)_edited.jpg
bottom of page