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119. Novos tempos 2

16/02/2021
A mecânica newtoniana não pode explicar e ser aplicada nos problemas cerebrais, nem na neurobiologia. A cognição e, mais ainda, o psiquismo próprio do ser humano nunca puderam ser compreendidos à luz da química, da física e até do senso comum A semântica e a fonética explicam muita coisa, mas uma parte não pequena é misteriosa e estranha. Esta encontra-se muito afastada das narrativas físicas e químicas.

O ser humano não consegue explicar o próprio ser humano nas significações linguísticas, na complexidade de expressões de uns com outros e com o mundo interior que há em cada um de nós. Não se sabe explicar, com maior profundidade, como aprendemos a transformar as emoções em linguagem.

A biologia e a química não permitem tanto conhecimento. As sombras sobrevivem poderosas e, para muitos, estão vinculadas a questões místicas e religiosas que se originam em cada indivíduo. Do nosso fantástico inconsciente, é oportuna a reflexão do gênio freudiano. Longe da psicanálise somos pouco sabedores.

A pré-condição para a origem do léxico nunca se observa no mundo animal, nem nos primatas com peculiar evolução hominídea. Darwin refletiu que a enorme capacidade humana de associar os aspectos de seleção natural consiste em menos suposições sobre fenômenos imitativos com os quais pretende convencimento, às vezes até além do razoável. Também nossa referência simbólica é frágil, plena de dúvidas. É complexa e indeterminada.

A evolução do pensamento e dos aspectos cognitivos encontra-se além do alcance das ciências da modernidade. É bem provável que estudar o cérebro não permitirá conclusões verdadeiras sobre a linguagem.

Quem tem mais poderio militar e econômico costuma ditar as regras do “jogo” democrático. É fundamental a obediência, e a desinformação torna a propaganda muito mais forte, podendo criar falsas necessidades contra praticamente qualquer coisa. Como se sabe, os avanços da propaganda determinam o mercado “livre”. A grande maioria da população mantém um conservadorismo medíocre, pois nada pode transformar. Só o eterno faz de conta.

A violência e as forças modernas e conservadoras dos agentes de pobreza:

“Resumindo, o mundo deve reconhecer que somos perigosos, imprevisíveis e prontos pra atacar severamente o que os adversários mais valorizam , usando armas de imensa. força destrutiva em ataques preventivos, se acharmos adequado. Então, eles se curvarão à nossa vontade, temendo convenientemente nossa credibilidade.
Esse é o impulso geral do atual planejamento estratégico de elite, na medida do que foi liberado para o público. Em grande medida, esses planos também permanecem como antes, todavia com uma mudança fundamental depois do colapso da superpotência inimiga. Agora ‘um constrangimento importante está ausente’, observa o STRATCOM: a dissuasão soviética”.

Assim escreveu Noam Chomsky, nas páginas 220 e 221 do livro Sobre natureza e linguagem.

Efetivamente, não participamos do mundo. Somos personagens e jamais protagonistas da civilização contemporânea. A manipulação da linguagem criou as diferenças, as dores pelo poder, as falsas liberdades, os poucos que mandam verdadeiramente (políticos, elites, banqueiros…) e a enorme maioria dos indivíduos e as minorias, que somente podem concordar com as injustiças preponderantes.

A linguagem altera a interpretação da natureza. A propaganda bem-feita, como costuma ser, altera a interpretação da natureza, desumaniza a tão combalida e frágil evolução para o bem do social, da política de verdade e do econômico.

As possibilidades de extinção da espécie humana crescem. A violência concreta ou simbólica (mais sútil) aumentou. A concentração de rendas acentuou-se. É iminente alguma transformação antes de momentos negativos de tantas e tolas catástrofes.


Quem ajudou Hitler? Os mandantes Franco da Espanha e Mussolini da Itália. A própria Igreja Católica aceitou por oposição do nazismo ao comunismo. Ford, Rockefeller, Kennedy (pai), Bush (pai e avô), BMW, Volkswagen. A coca-cola inventou a Fanta para o comércio na Alemanha nazista. A General Electric…

Vejamos leitores, que o nazismo não poderia alcançar aquilo que conseguiu sem o apoio de tantas pessoas e, evidentemente, sem dinheiro também.

As joias e os dentes de ouro das vitimas de Hitler foram enviados e comprados por vários bancos suíços.

Nesse caso, “amigos” da pusilânime ditadura e afamado genocida não deixaram o nazismo sem o apoio necessário. O poder sempre necessita de pessoas e de dinheiro. Também parte do povo alemão.

Os vencedores da 2ª Guerra, Stalin, Churchill e Roosevelt, assinaram acordos secretos e mandavam em muita coisa. Fundaram as Nações Unidas, se atribuíram ao direito para o veto e, é claro, possuem eles e seus descendentes hierárquicos o poder absoluto nos quatro cantos da Terra.

Em Hiroshima e Nagasaki criaram cogumelos gigantes nos ceús: Little Boy e Fat Man, essas bombas e o envenenamento por radiações terríveis, poderosos. Morreu muita gente e até hoje morrem pessoas por consequência desse ataque. O orgulho e determinação do presidente Truman criaram morte e tanto medo em 1945.

As experiências realizadas por Oppenheimer mesmo muito tristes, ao ter auxiliado na fabricação das bombas, ele não foi mais aceito e elogiado por Truman.


Semana que vem escreverei sobre Freud e a política.

CARNAVAL NA ALMA

Triste ou alegria,
se percorre caminho.
Clima, respirações fáceis,
difíceis, sabedoria.
Continuam igual o dia a dia.
Ninguém machucado.
Sem prece, sem pressa,
sem ave-maria.
Bem leve, só alegria.
Repensa-se poesia.
Vive-se em eterna
harmonia.


Carlos Roberto Aricó

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